O Reino de Mandruvá (…)
sexta-feira, 28 de abril de 2006Dizem que a imprensa é livre, até pode ser em outros lugares, mas no Reino de Mandruvá quem manda na imprensa, ou em boa parte dela é o Rei. O monarca faz questão de publicar os atos do Reino de Mandruvá no “O Orreio”, que mais parece o diário oficial. Já o outro veículo de comunicação, digo, desinformação, “A Mentira”, foi a poucos meses negociado, arrendado, ou comprado pelo Monarca. Mas o que nos chama a atenção é que no decorrer do ano passado este veículo de comunicação (“A Mentira”) recebeu muito, mas muito caraminguá do Rei de Mandruvá, sem que fosse publicada uma só linha de comunicado, aviso ou mesmo edital do Reino de Mandruvá. Mas como? Dizem que “A Mentira” recebeu este dinheiro só para não falar mal do Rei. É caso de polícia. Sabidamente o monarca de Mandruvá não gosta de receber críticas. Talvez para economizar alguns caraminguás o Rei de Mandruvá tenha comprado “A Mentira”. Vai saber, mas como diz o velho ditado: “De bunda de nenê e de cabeça de Monarca, a gente nunca sabe o que vai sair”.
Podem falar tudo do Rei de Mandruvá, que ele é Barbudo, que parece o Lula, que é o Tio Patinhas, Nonô Correia, mas burro ele não é, talvez alguns de seus assessores. Mas a população de Mandruvá que saber, semanas atrás as alamedas Santo Antônio e Don Pedro I, que mais pareciam estradas boiadeiras, tamanha a quantidades de buracos, foram alvo da operação “tapa buracos”. Já nesta semana estas mesmas alamedas receberam uma camada, diga-se de passagem, boa de recape. Mas se estas alamedas iriam receber o recape, porque tiveram os buracos tampados? O recape não iria tampar naturalmente os buracos? Ou somente foi mais um gesto de má gestão do dinheiro público?
Mas o assunto do momento no Reio de Mandruvá é sem dúvida o aumento “chinfrim” de 5% que o Rei que dar aos funcionários do Reino. Ele fala que não pode dar mais, que esta sem caraminguá. O estranho é que o Reino esta arrecadando o dobro de impostos que os monarcas anteriores. Mesmo assim o Rei mandou o projeto (5% de aumento) para o parlamento. Alguns parlamentares que comem na mão do Rei, disseram que é muito pouco. Talvez, falaram isso devido ao grande número de funcionários do Reino que compareceram para presenciar os trabalhos dos parlamentares.
Já os parlamentares que fazem oposição ao Rei, concordaram que tal aumento é ridículo, e propuseram um aumento de 13%, que ainda não é o valor correto, mas já seria quase o triplo que o Rei quer pagar. Daqui a duas semanas acontecerá a votação deste projeto, ou aprova os 5% que o Rei oferece, ou os 13% que alguns felizes parlamentares querem dar aos funcionários do Reino. Mas ainda resta saber se os parlamentares (o ambicioso letrado, o ferreiro, o açougueiro, o dono da taverna e o antigo cavaleiro do bigode) votarão a contra o projeto do Rei, e morder a mão que os alimenta, ou votar a favor da moralidade e dignidade dos salários dos funcionários do Reino.
Fecha o caixão e segue o enterro!
Fonte: Jornal A CIDADE