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Um pouco de História

domingo, 21 de setembro de 2008

Um pouco de História

Por Professor Luís

21/09/2008

Hoje resolvi escrever sobre algumas expressões idiomáticas muito usadas  nos dias de hoje, e que muitos desconhecem a sua origem.

Erro Crasso

No ano 59 a.C. Roma era governada por Gaius Julius César, Pompeu e Marco Licínio Crasso, que se juntaram para formar uma  forte aliança.

Essa união era denominada Triunvirato, pois o poder era dividido por três pessoas e foi daí que surgiu o termo Erro Crasso.

Nos constantes momentos de conquistas romanas, Crasso foi incumbido de atacar um pequeno povoado, que por sua fragilidade, não apresentava condições de resistência. Diante da situação, Crasso ignorou qualquer estratégia e confiante na sua vitória, resolveu simplesmente atacar. No entanto, foi estrategicamente surpreendido pelo inimigo, que conseguiu vencer facilmente a batalha.

Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar de um Erro Crasso.

Fazer nas coxas

A expressão fazer nas coxas, surgiu na época do Brasil Colonial, no período da escravidão.

Como sabemos os escravos eram os pés e as mãos da Colônia e logicamente trabalhavam nas construções.

Eram os responsáveis pela confecção das telhas de barro usadas na cobertura de todos os imóveis coloniais, no entanto, sem a tecnologia que conhecemos hoje.

As telhas eram literalmente moldadas nas coxas dos escravos e com isso não havia uma uniformidade no tamanho. A partir daí a expressão “fazer nas coxas”, passou a indicar algo mal feito.

Um grande abraço,

Professor Luis

profeluis@ig.com.br

O Dilema da Maldade Humana

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A maldade humana sempre foi alvo de estudos por parte das mais diversas áreas do saber.

Alguns estudiosos buscam na Genética a explicação desta característica humana, no entanto, este caminho pode gerar a conclusão de que a maldade é inata. Caminho perigoso, pois assim nada poderia ser feito para mudá-la.

A genética não é um destino e não pode ser usada como desculpa para justificar tais atos.

Grandes filósofos já dedicaram parte de suas vidas para tentar desvendar os mistérios da maldade humana, único ser capaz de humilhar, torturar e até matar, fora do instinto de sobrevivência.

O pensador Mencio Mong Tse (371 AC. – 289 AC), sustentava que os seres humanos são naturalmente bons e agem naturalmente de maneira moral e que o mal é resultado de influências externas.

Han Fei Tse (280 AC – 233 AC), defendia que os seres humanos são naturalmente maus e precisam de educação e de pressão política para se tornarem bons.

Rousseau, iluminista do século XVIII, acreditava que o homem nascia livre para escolher e predisposto à virtude.O homem em seu estado puro seria inocente e pacífico. Viria depois, o rancor, a inveja, a malícia e a agressividade. Os outros é que perverteriam e destruiriam sua inocência.

Para Nietzsche, o mal pode ter origem no abismo existente entre os homens, entre ricos e pobres. O sentimento de ser alguém superior, torna a pessoa fria, fato que pode justificar toda e qualquer ação, por mais maligna que seja

René Girard, filosofo e historiador contemporâneo, que se auto define como um antropólogo da violência, diz que a maldade provém da permanente rivalidade existente entre os seres humanos, gerando tensões constantes..

Hoje os noticiários sensacionalistas, sobrevivem com a ajuda da maldade humana: Pais violentam e matam filhos. Mulheres são violentadas e mortas por maníacos., Pedofilia, entre tantas outras barbaridades.

A que conclusão podemos chegar?

Será que a ausência de valores transforma um mero instinto em requintado ato de maldade?

Ou será que a humanidade está precisando cultivar atos bondade, atos de não violência, atos de amor ao próximo, amplamente ensinados pelo grande Mestre Jesus Cristo.

Um grande abraço,

Professor Luis

Envelhecer descobrindo novos caminhos

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Coluna do Professor Luis

Envelhecer descobrindo novos caminhos.

Não podemos negar que o Estatuto do Idoso representa um avanço para os direitos da “Melhor Idade”. No entanto não podemos ignorar que em nosso país o envelhecimento ainda é visto com conotação negativa por uma grande parcela da nossa sociedade. Tudo isso não poderia ser diferente num mundo regido por uma publicidade que impõe o Novo como padrão obrigatório de beleza, onde tudo deve parecer jovem , gerando nas pessoas esse preconceito.

O processo de envelhecimento requer  uma revisão dos  objetivos pessoais , de forma  a adaptar-se , conservando a auto-estima, para continuar vivendo com o melhor bem-estar possível.

Não podemos esquecer que desde os primórdios de nossa História , o homem busca formas de encontrar a fonte da juventude. Ponce de Léon, conquistador espanhól do início do século XVI, que partiu para América a frente de uma expedição buscando  a Fonte da Juventude . Portanto, todos nós desejamos a manutenção de nossa forma física e mental.Nada há de errado nessa busca. O problema está em desconsiderar o envelhecimento como parte irreversível do ser humano.

Precisamos entender que o envelhecimento se inicia desde o nosso primeiro choro na maternidade e necessita ser monitorado por ações que produzam saúde física e mental integradas a um bom convívio social e familiar. As pessoas precisam se sentir sadias e ativas enquanto envelhecem. Pois dentro desta ótica , o envelhecimento passa a ser visto como um prolongamento da vida útil e como pressuposto para mudanças de atitudes, não importando-se com o fator idade.

Diante de tais atitudes, os asilos e as Casas de Repouso, passam a ser um recurso remoto, pois envelhecer não significa se anular, se excluir da sociedade.

Não temos como fugir do envelhecimento, no entanto, podemos fugir da sina de nos tornarmos velhos rabugentos e gagás.

A pratica de atividade física de forma regular, o acesso à cultura,  o nosso relacionamento com o Criador , certamente são fatores que contribuirão para um envelhecimento saudável.

Um grande abraço,

Prof. Luis

A importância do voto

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Coluna do Professor Luís

A Importância do Voto

As eleições se aproximam. Muitos candidatos a uma cadeira na Câmara Municipal de nossa cidade tentarão se eleger ou reeleger com seu voto.

Você se lembra em quem votou na ultima eleição? E se seu candidato se elegeu, você acompanhou seu trabalho, suas promessas de campanha foram cumpridas?Reflita sobre isso. Analise profundamente.

O candidato , quando eleito tem a responsabilidade de trazer melhorias para a cidade, além de fazer e votar projetos que tragam Benefícios para toda a cidade.Você deve estar se perguntando: Como fico sabendo se o meu Vereador honrou o meu voto? É muito simples, pois a Câmara Municipal disponibiliza um site , mostrando a atuação de cada vereador eleito, é só conferir.

O voto é coisa seríssima, somente votando conscientemente é que estaremos contribuindo para a democracia, para que tenhamos realmente Vereadores preocupados em cumprir um mandato de 4 anos , voltados ao engrandecimento de nossa cidade e de nossa população , com um olhar voltado para todos os segmentos da sociedade, e não somente para interesses pessoais.Isto também se aplica ao seu voto a Prefeito, pois prometer é fácil , o difícil é cumprir.

Voto consciente. Somente com ele elegeremos políticos conscientes e comprometidos com o desenvolvimento de nossa Promissão.

Um abraço,

Prof. Luis

Lágrimas de Crocodilo

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Lágrimas de Crocodilo

Como tema para minha primeira participação nesta coluna , escolhi falar da expressão popular “Lágrimas de crocodilo”, que é usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, baseada num fato real que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa , ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita , o que faz com que estes répteis lacrimejem.

Existe um apelo popular, associando uma pessoa que tem choro falso, diante de uma determinada situação a um crocodilo, que deveria estar contente ao comer sua presa , e não estar chorando como nos parece.

Historicamente falando, encontrei registros de uma lenda do Antigo Egito, onde os crocodilos que habitavam as margens do Rio Nilo, fingiam chorar e soluçar , fazendo  com que as pessoas que por ali passassem tivessem certa compaixão dos pobres bichinhos  e ao se aproximarem , eram devoradas.

Na literatura mundial , encontrei também alguns autores utilizando a metáfora , baseada nas lágrimas de crocodilo:

“Esta é a sabedoria dos crocodilos,que derramam lágrimas quando vão devorar” Francis Bacon

“Se a terra pudesse ser fecundada pelo pranto das mulheres , cada uma das lágrimas caídas engendraria um crocodilo” Shakespeare .

Prof. Luis Domingos

Este é o primeiro post do Professor de História  Luis Domingos Gonçalves Pereira, Promissense que reside em São Paulo, nosso mais novo colaborador.

Tsbega