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Por Jairo César Pereira
Você já parou para pensar como as pessoas sabem perfeitamente opinar sobre a vida dos outros e até quais decisões tomarem? Sabem como nunca qual a melhor decisão, qual o melhor caminho, o que fazer em tal situação e por ai vai. Já parou para pensar que àquelas pessoas que não tem filhos, sabem tudo e dá melhor maneira de como se educar uma criança?
São inúmeros os casos de como as pessoas sabem como ninguém tomarem conta da vida alheia, e garantem que só querem o melhor. Acontece que muitos querem tanto o melhor para os outros e se esquecem de querer o melhor para si. Esquecem que cada pessoa tem hábitos, costumes, desejos, anseios diferentes nas mais diversas áreas de nosso cotidiano.
Imagina se todos gostassem da mesma cor? Do mesmo refrigerante? Do mesmo tipo de carro? Imagina se todos os professores ensinassem do mesmo modo? Imagina se todos os políticos agissem da mesma maneira? Imagina se tudo em nossa vida ocorresse do mesmo jeito todos os dias durante todos os anos de nossa existência. Imagina se não houvesse surpresas! Imagina se não ocorressem decepções! Se não fossemos contagiados por momentos felizes! Se nossos amigos fossem iguais à gente, gostassem das mesmas coisas, entre tantas outras coisas. Talvez seríamos seres humanos incapazes de sorrir quando não pudesse sorrir. Talvez guardaríamos para si os nossos mais belos desejos e sentimentos. Talvez nada teria graça, ou acharíamos graça em tudo, mesmo que aquilo fosse cruel ou ridículo.
Pois bem, assim são as pessoas. Umas alegres, outras tristes. Umas simples, outras complicadas. Umas doces, outras amargas. Mas o grande barato da vida é que mesmo nós sabendo de tudo isso, passamos a gostar e porque não dizer amar essas pessoas, seres fantásticos que entram e saem de nossas vidas. Mas mesmo amando, muitas vezes nos pegamos sentindo algo o contrário, justamente porque interferem em nossas vidas e suas opiniões despertam em nós sentimentos que também são verdadeiros, e que não aceitamos com facilidade.
Dizem que se conselho fosse bom não era dado, mas sim vendido. Confesso que concordo com este dito popular, mas não aceito isso com facilidade. Como que um pai pode cobrar do filho um conselho de não entrar no mundo das drogas ou marginalidade, sendo que na verdade ele até pagaria para que isso não acontecesse? Como que um professor pode cobrar de seus alunos um conselho de que na alfabetização se tornarão pessoas com dignidade, e que não vale apenas aprender a ler e escrever, mas formar opinião sem influências e se tornarem cidadãos de bens de modo a melhorar sua existência e descendência?
Porque você não faz assim? É algo tão simples de dizer. Só vale lembrar que nessa altura da vida não posso mais deixar o vento me levar e nem vozes me guiar, eu diria que ao ajustar minhas velas, saberei usar a força do vento a meu favor para levar meu barquinho nesse mar tão imenso chamado vida, daí eu pergunto: a vida é sua ou minha?
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28 de julho de 2008 às 16:45
Muito boa esta coluna esta de Parabens !!!Se cada um cuidasse de sua propria vida sofreriam menos
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28 de julho de 2008 às 17:20
Na vida temos de fazer escolhas,gostei do texto nos sugere passa a cuidar mais dos nossos afazeres, e acima de tudo ser original.
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29 de julho de 2008 às 15:04
Parabens Jairão, vc é o cara !!!!!
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19 de agosto de 2008 às 12:14
Jairo,
É inaceitável como as pessoas cuidam mais do outro do que de si próprio.
É inaceitável pelo fato do “cuidar” não ser algo bom…
Pelo fato do “cuidar” tranformar-se no “policiar, vigiar, invadir” ou ainda “sufocar” a vida alheia.
Esse texto é um bálsamo para quem quer realmente mudar de lado, tomar vergonha e ver a própria cauda.
Cuidar da vida alheia deveria ser um ato de amor, ato fraterno…
Assim é o desejo daqueles que realmente só tem tempo para se esparramar de amor…
Valeu esse texto, parabéns!
Que todos nós que ainda não conseguimos cuidar de si próprio, vamos ler de novo e quem sabe optar pelo melhor caminho, o da paz, o da discrição.
Abraço, novo amigo.
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