Envelhecer descobrindo novos caminhos
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Coluna do Professor Luis
Envelhecer descobrindo novos caminhos.
Não podemos negar que o Estatuto do Idoso representa um avanço para os direitos da “Melhor Idade”. No entanto não podemos ignorar que em nosso país o envelhecimento ainda é visto com conotação negativa por uma grande parcela da nossa sociedade. Tudo isso não poderia ser diferente num mundo regido por uma publicidade que impõe o Novo como padrão obrigatório de beleza, onde tudo deve parecer jovem , gerando nas pessoas esse preconceito.
O processo de envelhecimento requer uma revisão dos objetivos pessoais , de forma a adaptar-se , conservando a auto-estima, para continuar vivendo com o melhor bem-estar possível.
Não podemos esquecer que desde os primórdios de nossa História , o homem busca formas de encontrar a fonte da juventude. Ponce de Léon, conquistador espanhól do início do século XVI, que partiu para América a frente de uma expedição buscando a Fonte da Juventude . Portanto, todos nós desejamos a manutenção de nossa forma física e mental.Nada há de errado nessa busca. O problema está em desconsiderar o envelhecimento como parte irreversível do ser humano.
Precisamos entender que o envelhecimento se inicia desde o nosso primeiro choro na maternidade e necessita ser monitorado por ações que produzam saúde física e mental integradas a um bom convívio social e familiar. As pessoas precisam se sentir sadias e ativas enquanto envelhecem. Pois dentro desta ótica , o envelhecimento passa a ser visto como um prolongamento da vida útil e como pressuposto para mudanças de atitudes, não importando-se com o fator idade.
Diante de tais atitudes, os asilos e as Casas de Repouso, passam a ser um recurso remoto, pois envelhecer não significa se anular, se excluir da sociedade.
Não temos como fugir do envelhecimento, no entanto, podemos fugir da sina de nos tornarmos velhos rabugentos e gagás.
A pratica de atividade física de forma regular, o acesso à cultura, o nosso relacionamento com o Criador , certamente são fatores que contribuirão para um envelhecimento saudável.
Um grande abraço,
Prof. Luis
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15 de agosto de 2008 às 00:26
Bem colocada esta questão! Afinal , o físico envelhece e não tem como fugir disso, mas a mente pode se manter saudavel . Não é bom se transformar em rebugento , pois se a sociedade discrimina ” a melhor idade ” , o gaga e rabugento será alem do mais, isolado e insuportavel ate para a família .
Ficar de bem com a vida , manter a mente alegre é qualidade de vida para qualquer idade.
Parabens professor ! muito bom o artigo …um abraço …Aparecida
[Responder]
16 de agosto de 2008 às 01:35
Mente sadia + corpo sadio. Manter a mente ocupada com bons pensamentos é o primeira e talvez a mais importante das práticas. Acho que para isso é necessário viver aqui e agora. Mudar uma cultura deve começar em cada um.
É bom que se traga tenmas como este para gerar reflexão e mudança de comportamento.
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18 de agosto de 2008 às 21:55
O envelhecimento deveria ser considerado uma dádiva.
….O criador criou a criatura dando-lhe a vida, e o subproduto dádivas como :
nascimento, juventude, inteligência, natureza, envelhimento - uma dádiva ignorada por muitos
que aprisionam suas almas em asilos de preconceitos ditados pela publicidade, deixando que
o pior envelhecimento aconteça: o do espiríto.
Se no nascimento começa o processo de envelhecer, então este
deveria ser aprimorado pelos dias… No entanto espera-se pela
velhice como se ela fosse chegar de repente.
Inconformados, aterrorizados(alguns) pela transformação física que virá não conseguem
perceber a beleza de cada etapa da vida.
Seria afirmativo dizer que ao envelhecermos estamos nascendo?
De certa forma sim porque nascemos a cada dia para a reforma íntima de
nossas crenças, nascemos para a essência divina que há em nós ( está é
claro, nunca envelhece!)
Se o idoso não substimasse sua sabedoria e recebesse com gratidão
essa etapa, seria mais lúcido, mais alegre. Não criaria oportunidade
para o ato desprezível dos filhos de abandona-lo em asilo.
-Não haveria asilos, haveria sábios!
Obrigada pela oportunidade desta reflexão.
Nana
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