Leis e Políticos

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Em matéria de leis, confesso que realmente sou leigo, todavia, como cidadão, me sinto no direito de externar minha opinião.

É sabido que algumas leis brasileiras, pelo tempo que passou desde que foram promulgadas já estão caducas, e sua eficácia quando não é duvidosa, é negativa.

Tem muitos culpados, réus e criminosos dando risadas da lei pois a lei não os atinge e, quando caem nas suas malhas, com a ajuda de um esperto e habilidoso advogado, facilmente se safam.

Uma lei que, como leigo não consigo entender, e como esclarecido menos ainda, é a Lei Eleitoral.  A constituição do país determina pela lei eleitoral que: Todo cidadão que elege, tem o direito de ser eleito.  Bem, mas… É isto que não consigo entender e também não concordo.  Se o analfabeto vir a ter o direito de votar, já temos um problema.  Se o menor ou mocinho de 16 anos, tiver também o direito de exercer o voto, é outro problema; pois também terão direito a serem votados, e  que experiência tem eles para exercício do cargo?  Mesmo estes dois tipos de  possíveis eleitores tão desejados por muitos políticos obscuros e gananciosos, não votando, o problema, diríamos o erro, a nosso ver continua, e este erro está em que, “todo”cidadão tem o direito de ser eleito.  Que cidadão?

Todo cidadão tem direito a postular um cargo publico, desde que pelo menos saiba ler e escrever.  Quer dizer, que um candidato a cargo político, mesmo não tendo estudo, mesmo não tendo estrutura, nem conhecimento e nem os atributos necessários para poder e saber desempenhar sua função pode ser eleito? Pode sim.  E se for eleito? Se for… Depois…

Bem, depois é o que nós conhecemos e sofremos com essa amalgama de políticos, dos quais é difícil destacar, os honestos e competentes, dos velhacos, oportunistas e inúteis que só visam tirar proveito do cargo.

Também temos candidatos honestos, porem semi-analfabetos que podem ser eleitos por terem a simpatia dos menos esclarecidos, do povo simples.  Estes, se forem eleitos, serão facilmente manipulados per seus pares experientes e espertos.

Temos ainda, os eternos candidatos, aqueles que controlam seus currais eleitorais, perpetuam-se em todas as legislaturas.  Desta espécie temos muitos políticos que não dão lugar a sangue novo.  Eles dominam tudo e são os que fazem com que vivamos numa falsa e opressiva democracia, donde reina o poder e a impunidade.  Exemplos? Lula e comparsas.

M. Santos Herédia – El Andaluz

Fonte: Jornal A CIDADE

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