MPT obriga empresa a cumprir legislação em Cafelândia
- APROAN - Associação de Amor e Proteção aos Animais
- Parque das Águas com novo paisagismo
- Caminhões terão rota de desvio do centro
- Polícia prende jovem que matou a namorada
- ETL realiza mais um Festival de Pipas e Brincadeiras Folclóricas
- Crime Ambiental Na Casa Da Lavoura
- A Rede Promissense de Combate ao Câncer comunica:
- Começa Hoje a 6ª Copa Internacional de Futebol Sub 17
- Compadre Saponga faz menção em seu programa…
- A tua dor me machuca
O juiz Luiz Antônio Zanqueta, da Vara do Trabalho de Lins, deferiu liminar proposta pelo procurador Marcus Vinícius de Oliveira, do Ministério Público do Trabalho de Bauru, contra a empresa Airton Edgar Augusto e Outros, acusada de desrespeitar os direitos trabalhistas dos cortadores de cana que atuam em três fazendas em Cafelândia.
Segundo o procurador, a empresa teria sofrido 24 autos de infração depois de uma fiscalização do Ministério do Trabalho, realizada em setembro de 2006, constatar várias irregularidades no cumprimento das leis trabalhistas a que os cortadores de cana têm direito.
A ação civil pública foi ajuizada no dia 16 de fevereiro de 2007 e, anteontem, em audiência realizada no Ministério Público do Trabalho, a empresa concordou em fazer acordo com o órgão para solucionar os problemas apontados.
Os trabalhadores contratados pela Airton Edgar Augusto e Outros, segundo a ação civil, não estariam recebendo o Equipamento de Proteção Individual (EPI) para realizar o trabalho na colheita da cana-de-açúcar em três fazendas localizadas na área rural de Cafelândia.
São elas: Fazenda Oquina 1, Fazenda Santa Tereza e Fazenda Duas Irmãs. A maioria deles, no entanto, trabalhava nesta última propriedade. A produção de cana destas fazendas é destinada, pela fornecedora, à Usina Equipav.
A fiscalização também constatou que as roupas contaminadas, utilizadas pelos trabalhadores para aplicar agrotóxicos nas plantações, estariam sendo lavadas por eles próprios no local onde moram, mas é obrigação da empresa fazer a lavagem.
Outras irregularidades foram verificadas durante a fiscalização, como: ferramentas de trabalho guardadas sem bainha; não fornecimento de instalações sanitárias adequadas; falta de dispositivo térmico para refeições; não fornecimento de água fresca e potável aos trabalhadores; falta de mesas e assentos para refeição e descumprimento da pausa para descanso dos trabalhadores.
Como se não bastasse, os trabalhadores estavam sendo transportados simultaneamente com os agrotóxicos, no mesmo veículo que os levavam até a lavoura, cujo motorista não possuía habilitação. No local de trabalho não existiam técnicos de segurança e profissional para atendimento de urgência em caso de acidentes.
De acordo com Oliveira, a empresa se comprometeu em corrigir todas as irregularidades apontadas até o dia 10 de deste mês.
Caso o acordo não seja cumprido integralmente, a empresa estará sujeita à multa diária de R$ 500,00 multiplicado pelo número de trabalhadores lesados mais quantidade de itens irregulares não cumpridos.
“Em data oportuna, fiscais da Delegacia do Trabalho devem voltar ao local para verificar o cumprimento do acordo”, diz o procurador, lembrando que na época da fiscalização a fornecedora empregava 400 trabalhadores sendo boa parte deles provenientes do Nordeste.
Fonte: jcbauru
Artigos Recentes
- Abertura do Fórum de Desenvolvimento acontece em 19/8
- Pesquisa, Resumo da semana e Novidades
- Como foi a chegada de Leovander em Promissão ?
- 33ª Festa do Peão de Promissão
- Country Star: 9 Músicas Cantadas por Leovander para download em mp3
Tags: Notícias