O Reino de Mandruvá

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No início dos anos 90, quando a população vivia ainda a euforia do fim da ditadura, uma novela (Que Rei Sou Eu?) exibida por uma emissora de televisão chamou muito a atenção da população.  Em tom de sátira e grandes doses de humor, ela abordava assuntos atuais e de extrema importância para a população como, nepotismo, corrupção, má administração, ingerência do dinheiro publico, dentro outros.

No reino imaginário de Avelã, tudo era possível.  Existia um Rei, todo pomposo, que não governava, assessores que tinham como meta, enganar, se perpetuar em seus cargos e se locupletar com o dinheiro público. Havia também os apadrinhados que faziam parte da corte, viviam em volta do Rei ocupando cargos sem expressão, mas achavam que tinham “Brasão”.  É por fim a população há muito tempo descontente com os rumos daquele reino, sentindo-se enganada e ludibriada com falsas promessas.

Curiosamente, fato igual aconteceu em um outro lugar, próximo a Avelã, era conhecido como Reino de Mandruvá.

O Rei de Mandruvá, quando em campanha, fez promessas que nunca poderá cumprir. Para se eleger, aliou-se aos piores tipos de políticos (aproveitadores, incompetentes, corruptos e etc…).  Até parecia aquele partido, o PBG (Partido do Balaio de Gato).

Já de início o Rei brigou com o seu vice, este pessoa jovem de futuro, competente, mas não fazia parte do Partido do Balaio de Gato.

Em seguida convocou assessores dos mais gabaritados, na parte financeira escolheu um que quase afundou as finanças do irmão.

Na porta de seu gabinete colocou um guarda, fiel ao seu dono, e membro de uma grande família. Tinha uma certa tendência jornalística, mas um tanto voltado para a ficção cientifica, pois era capaz de inventar coisas mirabolantes  e enganar as pessoas mais céticas.  Seu forte era inventar falsas histórias, tudo em defesa seu dono.

Dentre os assessores existia um que a cada novo Rei mudava de lado, não tinha uma função propriamente dita, diziam que ele era responsável pela indústria. Só se fosse para alguma industria de cigarros ou de beneficiamento de café, pois o que ele mais fazia o dia todo era tomar café e fumar.

Devido a falta de empregos, o Rei prometeu a população que iria realizar um concursos públicos, isso não acabou acontecendo. Mas ele gerou alguns empregos, só para alguns apadrinhados políticos e em especial para uma grande família.

Existe um velho, antigo Rei de Mandruvá, que governou por muitos anos aquele reino.  Ele era dono da leiteria e mais começou a vender energia para os camponeses.  Esse antigo Rei ajudou na eleição do atual monarca, claro em troca de alguns cargos.  Algumas pessoas falam que ele esta muito zangado com o atual Rei, mas seu parentes e principalmente seus genros continuam a desfrutar dos cargos públicos e das regalias do poder.

O Rei também tinha seu lado infantil, queria por que queria um carinho de bombeiro, para justificar tal ato, um dos seus assessores começou a colocar fogo nos arquivos onde trabalhava.  Pobre pau mandado acabou torrado e perdeu o emprego.

Mas Mandruvá não se resumia somente aos almofadinhas e palhaços corte, existia um parlamento. Há principio, parecia que a maioria dos parlamentares eram imunes as tentações do poder e dinheiro oferecidos pelo Rei.  Mas a virtude de tais parlamentares não durou muito.  Alguns deles (o ambicioso letrado, o ferreiro, o açougueiro, o dono da taverna e o antigo cavaleiro que foi rebaixado e voltou a ser escudeiro) chegaram ao cúmulo de votar contra seus próprios projetos, devido a vontade do Rei.

Mas esta já é uma nova aventura do Reino de Mandruvá, até a próxima semana.

 

Fonte: Jornal A CIDADE 

 

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