Operação da Polícia Federal

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A polícia prendeu 17 pessoas acusadas de sonegação de impostos no setor de açúcar e álcool. Segundo a Receita Federal, o grupo usou notas fiscais falsas e empresas em nomes de “laranjas” para desviar mais de dois bilhões de reais.

As pessoas detidas e todo o material recolhido nas usinas e residências dos investigados foram levados para a Polícia Federal de Araçatuba. Dezenove mandados de prisão temporária e 46 de busca e apreensão foram cumpridos em seis cidades do Estado.

As investigações se concentraram em uma usina que pertence à companhia açucareira de Penápolis. As empresas são administradas pela família Egreja, dos ex-deputado federal José Egreja, que também foi preso em São Paulo. Já os empresários Celso e Mário Egreja foram presos em Penápolis.

De acordo com as investigações iniciadas em outubro do ano passado, a família vinha fraudando há pelo menos uma década a Previdência e o Fisco Federal.

“Essa investigação está demonstrando que a venda de produtos é feita sem a cobertura de documentação fiscal. Então, abrange toda uma comercialização desses produtos”, disse Tharsis Bueno, delegado da Receita Federal.

O esquema contava com a participação de pessoas ligadas ao setor sucroalcooleiro, como uma usineira presa na região de Marília. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a Polícia Federal prendeu Fernando Perri, ex-diretor da Udop, União dos Produtores de Bioenergia.

A sonegação fiscal abriu caminho para que o grupo praticasse também lavagem de dinheiro. Como a Companhia Açucareira de Penápolis devia meio bilhão de reais à Receita Federal, bens do grupo como imóveis e veículos passaram a ser leiloados. Nesses leilões a companhia utilizava laranjas para readquirir os bens.

“Quando ocorriam os leilões judiciais, um laranja arrebatava esses bens. No mesmo ano, para não constar na sua declaração, já passava para a outra empresa”, esclareceu Bueno.

Além de usar laranjas, a companhia também lavava dinheiro através de empresas abertas no Uruguai. A transação envolvia a compra de álcool e açúcar. Nas notas, segundo a Receita Federal, eram declarados valores inferiores aos da negociação. Todos os presos serão indiciados por vários crimes.

Os envolvidos podem responder por formação de quadrilha, sonegação e falsidade ideológica, entre outros crimes.

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